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domingo, 8 de maio de 2016

ESPECIAL - DIA DAS MÃES

Oceanos do Plioceno. Em todo reino animal, não existe força que se iguale ao de uma mãe protegendo seu filho. Felizmente Mega soube reconhecer a autoridade materna.





Temos um vínculo afetivo muito forte com essa pessoa. Um relacionamento construído antes mesmo de virmos ao mundo, quando ela nos carrega por nove longos meses em seu ventre. Nem nascemos e já damos esse trabalhão. Ela tem seu jeitinho todo especial de falar com você, compreendendo-o mais do que imagina. Com poder de observação é capaz de saber quando você está alegre ou triste, detecta problemas como que dotada de um sentido sobrenatural.
Damos trabalho, e como. Tomando decisões impensadas ou agindo de forma prejudicial, andando com más companhias ou teimando em algo errado. Por vezes não queremos ouvir seus conselhos, até brigamos com essa que só quer nosso bem. Por fim engolimos esse orgulho malcriado e reconhecemos o óbvio: ela tinha razão. Mesmo que não digamos, sabemos. Não é por nada que temos esse vínculo especial. Somos parte de sua carne, seu ser. Independente do tempo que vivamos juntos, trate cada dia ao lado dessa pessoa como se fosse o último. Ela merece!



Retomando as postagens do Blog após um período extremamente longo de ausência. Uma parte da explicação tem haver com serviço. Como maioria de nós sabe, arranjar serviço não anda fácil. Para os experiente ou que estão começando, a situação não difere (daqui a pouco trabalho com carteira assinada vai ser artigo de luxo). E nesses tempos de vacas magras é que temos de saber tirar proveito de qualquer boa oportunidade. Foi o meu caso. Acompanhante de um senhor idoso, internado no Hospital do Coração  (HCor). Um serviço puxado e que dado os horários acabei meio que me distanciando do blog. Felizmente o senhor já teve alta e se recupera em casa, sendo bem mais fácil de cuidar. A outra parte do meu afastamento tem um teor mais sombrio (sim, é a palavra certa) que futuramente irei abordar o tema.

Conseguindo normalizar a rotina, essa é a primeira postagem de 2016. Comecei apresentando futuros personagens de outra série que estou a desenvolver. Pode-se achar que o tubarão é ninguém senão Duda com visual repaginado. De fato todos os personagens de Turma do Fundo-do-Mar estão com cara nova, o que não corresponde ao indivíduo do desenho acima. Esse seria o "primo" maior de Duda, que viveu entre 23 e 26 milhões de anos, do Mioceno a fins de Plioceno. O Carcharodon Megalodon, também conhecido por Megalodonte (Mega para os íntimos). Com mínimas diferenças resolvi manter nele a aparência de Duda, em parte dado ao mito popular de ambas as espécies serem consideradas parentes próximos, e em parte porque essa aparência, longe de evocar a imagem assustadora que imaginamos, é perfeita para a história que estou criando. Com 18 metros e 45 toneladas, foi um dos maiores predadores de topo de seu tempo. É de se pensar então quem seria a baleia próxima dele, cujo tamanho é evidentemente maior.


Balaenoptera Sibbaldina: Dentre os animais de reputação lendária, essa espécie não poderia deixar de marcar presença. Próximo de zero se sabe a respeito desse animal. Teria sido um antepassado da Balaenopeta Musculus - ou como popularmente é conhecida, a Baleia-azul. Tá, mas porque esse bicho é tão importante? Até parece que não houveram bichos maiores. De fato certos animais pré-históricos - como os dinossauros, mais precisamente da família dos saurópodes - que teriam superado a baleia em termos de tamanho. Realmente conhecem-se dinos de grandes dimensões, mas qualquer espécie com tamanho acima de 30 metros é estimado, sendo que as espécies da qual conhecemos de material fóssil relativamente completo, tem um comprimento que não excede os 28 metros. Ainda que possa realmente ter havido dinos que ultrapassassem isso, a baleia permanece como a maior criatura que alguma vez já viveu. Aqui se faz necessário dizer que toda espécie animal, viva ou extinta, ou tem ou já teve um equivalente gigante. Não está fora de questão uma baleia azul ainda maior que a espécie viva, sobretudo levando em conta o ambiente rico em presas. O tamanho grande também ofereceria proteção contra predadores. Para a versão que apresentarei na história, estabeleci um tamanho de 35 metros e peso de 200 toneladas. Mesmo para um Megalodonte plenamente crescido apresentaria um desafio cujos riscos (para um caçador solitário) não compensariam. 

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